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Reportagens

30/1/2012

INTERNET

QR codes: do mundo off-line para a comunicação digital

André Bürger

  
 
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Imagem conceitual QR Code

Folheando uma revista ou lendo o jornal já nos deparamos com QR Codes (QR de Quick Response), aqueles selos quadrados que ao serem escaneados pela câmera do smartphone ou tablet remetem para um site específico. Agora, já imaginou receber uma pizza com um desses prensado no queijo? Ou mesmo encontrar nas ruas cartazes com o rosto do pintor Pablo Picasso feito desses códigos? Ambas as ideias já foram realizadas. A primeira foi criada pela agência alemã Scholz & Friends para sondar profissionais da concorrência. Já o case sobre o gênio espanhol foi elaborado para promover uma exposição de suas pinturas nos Estados Unidos.

Nas empresas de comunicação criatividade não falta; o limite é a disponibilidade tecnológica e o acesso da população a esses produtos. Apesar dessa ferramenta já ser usada há algum tempo em outros países, apenas recentemente começou a ser massificada no Brasil.

Segundo Marcello Chamusca, profissional de relações-públicas, professor universitário e consultor de comunicação, apesar de sermos um dos países mais conectados do mundo, os serviços de banda larga móvel ainda não funcionam muito bem por aqui. "Como essa tecnologia é basicamente criada e aplicada aos dispositivos mobile, essa defasagem ficou mais visível", diz.
 
Henrique Santos, planner da agência de publicidade Rae,MP cita outras diferenças. "Um fator é que, lá fora, a tecnologia 4G está disponível em quase todos os lugares e há também maior variedade de advergames (jogos criados com fins publicitários) que oferecem ao consumidor maior contato com a marca."

Chamusca ressalta que nos últimos anos o mercado de internet móvel decolou no Brasil e os smartphones tornaram-se mais populares. Prova disso é o cenário apresentado pela última edição da pesquisa F/Radar, organizada pela agência de publicidade F/Nazca, em parceria com o Datafolha. O estudo constatou que 29,5 milhões de brasileiros acessam a internet em movimento, sendo que 74% são pelo telefone celular. Os dispositivos empataram, em segundo lugar, com as lan houses. Em primeiro está o acesso doméstico.

Cross Media

Um dos benefícios de usar QR Codes em uma ação de comunicação é poder levar o consumidor do ambiente off-line para o digital. Um banco ou empresa pode usar esses selos para divulgar novos serviços, por exemplo. Uma distribuidora pode usá-los para promover o trailer de seu novo filme. Ou, no caso da ação da Scholz & Friends, pode ser uma 'landing page' que ofereça uma página de cadastro para currículos.

Para Henrique, seu uso em campanhas institucionais pode trazer resultados bastante positivos por oferecer ao público uma experiência mais completa. "Você obtém mais informações sobre uma companhia e fortalece a imagem da organização", acredita. "São dados que o consumidor pode acessar já no ponto de venda".

Tudo vai depender das estratégias definidas. "Pode ser uma necessidade de marketing, ganho de notoriedade ou crescimento de market share. Para aumentar vendas, o código poderia levar para uma página promocional", esclarece o planner. Esse foi o caso do Novo Shopping, em Ribeirão Preto, São Paulo. Para promover as coleções Primavera/Verão de suas lojas, foram colocados QR codes nos outdoors do shopping que remetiam a uma página com dicas de moda e ringtones para baixar.

No caso da exposição de Pablo Picasso, um museu na Virginia (EUA) além de criar uma página no Facebook, publicou anúncios com os códigos QR para divulgar a exibição. Ao escaneá-los, era possível visualizar parte das peças em cartaz e comprar ingressos. "Isso estimulou a população e aumentou a visitação no museu", comentou Henrique.

Como disse Chamusca, a ferramenta também tem grande potencial para campanhas em etapas, como 'teasers', e ações de turismo para divulgar monumentos e locais importantes para uma região. "É uma forma de elevar a experiência do turista com a cidade a um nível superior. Costumo dizer que o uso dessas tecnologias está limitado ao potencial da nossa criatividade, pois com elas, o céu é o limite", conclui o consultor.


 


COMENTÁRIOS( 1 )





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Gustavo Gomes de Matos       31/1/2012 07:59:31
Seres digitais...os humanos ficaram para trás... Excelente artigo para reflexão! Compartilhado no Facebook.