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Reportagens

13/4/2012

GESTÃO

Abracom comemora uma década com Seminário Internacional de Comunicação Corporativa

Priscila Duarte

  
 
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Imagem conceitual com logo da Abracom

Organizar o mercado de agências de comunicação e representar o setor dando vazão aos interesses empresariais da área. Foi com esse objetivo que, há dez anos, foi criada a Associação Brasileira das Agências de Comunicação (Abracom), entidade que reúne mais de 350 agências com atuação em todo o país. "Podemos ter um papel ainda mais relevante no mercado, especialmente na promoção do negócio e da atividade e também na abertura de espaços para as agências, tanto no setor público, quanto no privado. Ainda há muito a fazer", ressalta Carlos Henrique Carvalho, diretor-executivo da Associação.     

Para comemorar sua primeira década, a Abracom lançou o concurso 'Selo Abracom + 10 anos' em que foram escolhidos cinco finalistas entre 20 trabalhos apresentados por 12 agências associadas. O designer Marcelo Cason, da Agência Interativa, de São Bernardo do Campo, foi o autor do selo vencedor que será utilizado oficialmente a partir do dia 16 de abril, aniversário da Abracom, no novo site da entidade e em todas as manifestações da marca em 2012.

O designer ainda receberá o prêmio de R$ 3 mil no II Fórum Internacional Abracom de Comunicação Corporativa, no dia 24 de abril, em São Paulo. O evento faz parte das atividades comemorativas e reunirá conceituados profissionais e estudiosos do mercado, entre eles Paul Holmes, editor e CEO do Holmes Report, portal que acompanha as tendências mundiais de comunicação corporativa e fará a abertura do Fórum. Temas como as tendências do trabalho de empresas e agências de comunicação nos Estados Unidos e na Europa, visão estratégica de negócios, entre outros, serão discutidos na ocasião. Vale lembrar que as inscrições são gratuitas com limite de três pessoas por empresa ou agência.    


Conquistas

Nesses 10 anos, algumas conquistas foram registradas, como a mudança do marco legal para a área de licitações e a abertura de negócios no segmento de comunicação pública. Segundo Carlos, quando a Abracom foi criada, não existiam licitações específicas para comunicação corporativa em nenhum nível de governo. "O que havia eram algumas contratações de assessorias de imprensa por meio de subcontratos de contas publicitárias. Então identificamos a questão, pois as agências tinham interesse de prestar esses serviços, e conseguimos a aprovação da lei nº 12.332/10, que proibiu essas manobras. Além disso, também conseguimos junto aos governos que as licitações fossem abertas em várias áreas. Mas com a proibição vimos uma efetiva ampliação do mercado para diversas agências", conta o diretor-executivo, informando que as licitações que estão por vir poderão dobrar o faturamento do segmento.

Outro ponto a ressaltar é que, com o surgimento de sua entidade representativa, empresas que prestam serviços de assessoria de imprensa, consultoria de comunicação, relações públicas, promoção de eventos, seminários e workshops, publicidade institucional, gerenciamento de crises, entre outros, passaram a se conhecer melhor, trocar experiências, além de experimentar um crescimento no que diz respeito à profissionalização da própria gestão. 

"Oferecer às agências instrumentos de gestão empresarial, como cursos e grupos de trabalho, foi uma atuação constante da Abracom. Desde o início, identificamos essas dificuldades do setor ligadas à administração e à ideia de empreendedorismo", aponta Carlos.

De acordo com o diretor-executivo, para os próximos dez anos, fica o desafio de ampliar as oportunidades de negócios e a cultura das empresas brasileiras que fazem fortes investimentos na área de marketing e publicidade, mas dão pouca atenção à comunicação corporativa.

"É necessário que as empresas vejam as agências como parceiras estratégicas, capazes de fazer um trabalho amplo e integrado. Isso hoje não acontece, mas o cenário está mudando. As práticas adotadas no Brasil estão alinhadas com as mais avançadas no mundo em termos de comunicação corporativa. Não há um distanciamento em nenhuma área, seja de inovação, desenvolvimento de novos produtos, serviços e qualidade estratégica", finaliza Carlos.


 
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