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Atuais

15/05/2012

ESPECIAL

Inovação, comunicação e as revoluções digitais

Priscila Duarte e André Bürger

  
 
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Nos dias 11, 12 e 13 de maio, durante a 'Virada Digital', a cidade de Paraty, no Rio de Janeiro, recebeu especialistas brasileiros e estrangeiros para discutir questões em torno de inovação, interatividade e sustentabilidade. O evento foi "um grande encontro do conhecimento", como definiu Roberto Andrade, diretor-executivo do festival. A proposta de compartilhar conhecimento é também um dos pilares do Nós da Comunicação. que nos últimos 4 anos, vem publicando artigos, reportagens e entrevistas, sobre esses e muitos outros temas ligados ao universo da comunicação.

Vivemos uma constante evolução digital, com o surgimento de novas plataformas de comunicação visual na web. Registrando esses lançamentos, o Nós já conversou sobre o Pinterest, bateu um papo com fotógrafos para apresentar aos nossos leitores o Instagram, que recentemente foi comprado pelo Facebook por US$ 1 bilhão, e já entrevistou jornalistas para apresentar as funcionalidades do Tumblr. Uma coisa é certa: nunca tantas imagens, fotos e desenhos foram publicados na web.

Na seção de pesquisas, publicamos estudos como o 'Wave 6' e o 'Facebook & your privacy', sobre tendências de comportamento na web. Em artigo, Mauro Segura, diretor de Marketing e Comunicação da IBM Brasil, alertou para um novo vício que, infelizmente, vem ganhando força entre internautas: a dependência das redes sociais.

Não apenas para socializar, essas redes digitais têm servido de ferramenta para jornalistas e repórteres. Foi o que indicou uma pesquisa de 2011 feita pelo Grupo RBS, com apoio da Associação Nacional de Jornais (ANJ).

A Inovação também foi tema de um Ciclo Comunicar inteiro no Nós. Já em março de 2012 abordamos os dois novos relatórios feitos pela Thomson Reuters sobre inovação global e tendências de proteção de marcas. Os documentos são parte do estudo anual 'State of Innovation', que apresentou resultados referentes ao rastreamento de patentes e de atividades de registro de marcas em áreas tecnológicas essenciais e em economias ao redor do mundo. Em um segundo estudo, também citado na matéria, o Brasil foi considerado um campo fértil para inovações. 

No campo da Gestão de Inovação, entrevistamos o executivo de marketing Fabrício Saad, que foi à Kellogg School of Management, em Evanston (Illinois), para conhecer as mais recentes tendências do setor e na área de Pessoas. O autor do livro 'Mídias Sociais: Impactos e Oportunidades para o Marketing Corporativo' (Com2b Editora, 2010), contou um pouco sobre o aprendizado adquirido no curso de pós-MBA da escola de negócios, considerada uma das melhores do mundo, tendo em seu corpo docente Philip Kotler.  

O site também colaborou para a divulgação de ideias inovadoras como o 'Hub de Cultura Digital', trabalho desenvolvido pela Associação Campineira de Imprensa (ACI) e divulgada em artigo pelo vice-presidente, Josué de Menezes. O jornalista e consultor em planejamento digital defendeu o projeto que tem como vocação motivar reflexões sociais e fomentar projetos de cidadania e inovação. 

O universo da cibercultura passou por muitas transformações nos últimos anos. O Nós e seus colaboradores sempre estiveram atentos a esses processos. Em uma de suas colunas, Marcello Chamusca, pesquisador da área de cibercultura vinculado ao CNPq, abordou a questão da liberdade e o poder de comunicação dos usuários de mídias sociais. Em sua análise, Chamusca questiona: "Qual o preço disso?"

Para Henrique Antoun, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e coordenador do grupo de pesquisa Cibercult, a internet tem que ser mantida como um lugar de produção e distribuição do comum. Em entrevista, o especialista falou dos projetos de lei estadunidenses Proteção da Propriedade Intelectual (PIPA) e Parar a Pirataria Online (SOPA) e criticou a intervenção do poder público na internet. "A esquerda não para de clamar pela entrada do poder público na internet. Eu sou completamente contrário a isso; a internet é um lugar de liberdade. O Estado é a polícia, é o imposto", disse.

Em outra entrevista, Fábio Fernandes, professor dos cursos de Tecnologia e Mídias Digitais e Jogos Digitais da PUC de São Paulo, afirmou sem medo: 'a cibercultura é a verdadeira cultura contemporânea'. E não poderíamos falar de cibercultura sem citar o filósofo francês Pierre Levy que, em visita ao Brasil, em 2011, discutiu as revoluções digitais na atualidade. No seminário 'Cibercultura e transformação social', o autor de 'Inteligência Coletiva' falou sobre as potencialidades da web, o futuro da imprensa, entre outros assuntos. Um dos principais estudiosos no campo das tecnologias digitais, Levy destacou a importância da alfabetização, além das transformações pelas quais o mercado de notícias passará.


 
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