Paulo Henrique Soares no chat do Nós
Convidado especial do segundo chat promovido pelo Nós da Comunicação, Paulo Henrique Soares, diretor do Capítulo Regional Rio de Janeiro da Aberje, membro do Instituto de Reputação Brasil e gerente-geral de Comunicação da Vale, trouxe sua experiência e visão estratégica sobre o papel da Comunicação na disseminação de uma cultura de saúde nas empresas.
Durante o bate-papo, uma das ações que integram o Ciclo Comunicar Saúde, Paulo Henrique deu ênfase à importância do comprometimento de toda a alta direção, do RH, do departamento financeiro e dos demais setores de uma organização com o tema. “Ele deve ser prioridade dos diretores e constar na agenda estratégica das empresas”, afirmou. “Aprendi que uma companhia só é produtiva e de sucesso se saúde e segurança forem colocadas em primeiro lugar”.
Paulo aponta a comunicação face a face como a mais eficaz e, ao mesmo tempo, mais difícil de ser implementada. “Afinal de contas, todos acham que comunicam bem, o que não é verdade”. Na sua opinião, é possível sair do lugar-comum para conscientizar os funcionários sobre saúde. Mídias diferenciadas, para ele, têm grande apelo. Transmitir mensagens por meio de busdoors nos ônibus que transportam empregados e até mesmo em aviões sobrevoando unidades da empresa tiveram seu sucesso comprovado na Vale.
O executivo também sugere gincanas e caminhadas ecológicas como bons meios de engajar funcionários e familiares nos cuidados com a saúde. “Uma outra dica interessante é aproveitar internamente as ações realizadas pelo governo ou estado”. Segundo ele, todas essas ações devem ter um acompanhamento a fim de gerar resultados mensuráveis. “Uma boa forma de avaliar o sucesso dos eventos e campanhas é verificar se reduzimos algum tipo de doença em um grupo de empregados, se eles estão praticando mais esportes e fazendo, inclusive, menos uso de medicamentos e consultas”.
Comunicação é imprescindível como ferramenta difusora de informações sobre prevenção, bem-estar, saúde e segurança, mas, segundo Paulo Henrique, sozinha não transforma o mundo ou faz a empresa mais saudável. “Devemos começar com nossa própria saúde”, avalia ele. O executivo sabe do que fala: ele procura equilibrar o tempo dedicado para vida pessoal e profissional. “Quando chego em casa, me desligo completamente”. E por falar em desligar, isso é o que ele recomenda fazer com o onipresente Blackberry, ou outros aparelhos do mundo corporativo moderno.
ENQUETE
Durante o bate-papo, houve até quem decretasse morte aos Blackberry. Brincadeiras à parte, Paulo Henrique concordou que já estamos sofrendo de overload de informação, e até sugeriu o tema para um futuro chat. E você? Acredita que esse excesso já pode ser considerado uma doença contemporânea? Participe da nossa enquete e dê sua opinião.
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